Como não falar de um acontecimento que impactou o mundo?! Em qualquer rádio que sintonizava, estava tocando suas músicas. Caminhando pelo shopping, via-se suas fotos estampadas nas lojas, seus discos em destaque. Acabei de assistir várias reportagens falando sobre a vida de Michael Jackson. Homenagens e mais homenagens.
Como um amigo e irmão escreveu no seu blog, temos facilidade em julgar as aparências, as primeiras atitudes. Também não quero apontar o dedo e condená-lo. Quem sou eu para saber suas motivações?
Tenho pensando sobre marcar a vida das pessoas. Quero deixar marcas na minha geração. Não sei se ele sabia quem ele era. Não sei se ele vivia a realidade de quem ele era. Mas fiquei impressionado com o modo que ele MARCOU as pessoas e sua geração. Através de seus dons, de sua vocação, ele influenciou. Andou com TODAS as pessoas, sem restrições. Teve atitudes de amor. Em 5o anos de vida, deixou marcas que ficam. E, a partir de agora, ele vive através daquilo que deixou: MARCAS!
Estou lendo um livro chamado “O impostor que vive em mim”, de Brennan Manning. O livro nos impulsiona a aceitarmos a realidade daquilo que somos. Uma parte dessa leitura falou bastante comigo, e respondeu questionamentos que eu sempre tive. Sempre me perguntei o que era, e como era, essa paz que excede todo o entendimento. Queria, de uma forma ou outra, senti-la. Se eu não a sentisse no meu ser, não poderia recebê-la e aceitá-la.
Estou vivendo um tempo de questionar o porque temos, quase sempre, a mania de querer sentir as coisas. Seria falta de fé? Falta de discernimento? Não sei. Enfim, nós e o nosso costume de precisar sentir para crer, para ver… A paz está comigo, está em mim, me envolve. Quer eu sinta ou não.
Quando aceitamos a verdade do que realmente somos e a submetemos a Cristo, somos envolvidos pela paz, quer nos sintamos em paz ou não. Com isso quero dizer que a paz que excede todo o entendimento não é uma sensação subjetiva – se estamos em Cristo, estamos em paz, mesmo quando não sentimos nenhuma paz. [trecho do livro "O impostor que vive em mim", de Brennan Manning.]
Receba, aceite e viva com a paz.
Um novo tempo começa hoje. É tudo tão diferente. Minha sobrinha nasce e traz junto com ela lembranças da minha infância. Filha de um pedaço de mim, da minha melhor ponte com o passado. Minha irmã me viu crescer, errar, aprender e sempre foi um exemplo e um espelho. Hoje me sinto um pouco pai. São vários sentimentos que se misturam. Quero dar pra Joana tudo que eu e minha irmã sempre ganhamos e tudo aquilo que nos faltou.
Novamente a palavra é PAI. Uma parte de um sonho se realiza hoje. Apesar dos desencontros dessa vida, quero ser presente, estar sempre ali disponível pra Joana. Vou viver coisas novas. Sei que isso faz parte do que Deus sonha pra mim. Reconheço que tudo é Dele. É a vida que Ele deu. É a palavra que Ele deu se cumprindo: pai.
Eu tenho medo. Não gosto de senti-lo. A paz vai embora com sua presença. Tudo parece girar. Vem a insegurança. Ansiedade. Futuro? E o presente? Por que não viver aquilo que me é proposto? Largo tudo de mão. Comodismo. Vejo o tempo se arrastar. Passos deixam de ser dados (em outras bandas, ensinei o contrário). Relacionamentos são rasos. Não me conhecem. Pensam que sou mais um. E a tal da diferença? Se acreditassem em mim… Vou viver, sem temer eles. Porque Ele acredita. Não me conformo com a idéia de que “em todo lugar tem isso” . Atitudes repensadas. Escrevo, agora, tudo que sinto.
Sem mais.
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